Márcio Garcia para Jair Bolsonaro: "Muita calma nessa hora"

14/02/2020
Márcio Garcia. Reprodução/Internet
Márcio Garcia. Reprodução/Internet

Em entrevista exclusiva, apresentador falou sobre seu programa "Tamanho Família", casamento, filhos, saúde, política, e se já falhou na hora "H" 

O FeFala que de bobo não tem nada, foi logo entrevistar o apresentador Márcio Garcia, que estreia nova temporada do seu programa "Tamanho Família" dia 03/05, na Rede Globo.

Márcio que está no auge dos seus quase 50 anos, disse nunca ter recorrido a nenhuma pílula estimulante para sua performance na cama. Pediu 'calma' ao nosso presidente e disse que 'bom humor', é essencial para manter sua boa forma.

Em um papo descontraído e divertido, o apresentador nos revelou fatos nunca ditos antes, sem nenhum corte, respondendo claramente a todas as nossas perguntas. Confira:

Reprodução/Internet
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FeFala: Apesar de ser bem discreto nas redes sociais, você faz muita publicidade, como funcionam essas parcerias? Tem alguma agência que cuida disso?

Márcio: Então, algumas empresas que eu faço comercial, eu tenho a sociedade. Tenho participação nessas empresas, obviamente, eu faço direto com os meus sócios e para campanhas que eu não me torno sócio, empresas maiores, enfim, quem fecha pra mim é a agência "Suba", que fica em São Paulo. 

FeFala: Já viajou em troca de 'arrobas' com a família inteira? Pra onde?

Márcio: Ah, já viajei sim, já fiz algumas viagens em parcerias. De vez em quando pinta umas bocadas (sic) e tem que aproveitar, né? Muita gente, muito filho! A gente não consegue a passagem, mas às vezes um 'Guia VIP'. Fomos a pouco tempo pra Disney e conseguimos 'Guia VIP,' o hotel... o 'Guia VIP' é super caro, e aí a gente fez lá os posts marcando a Disney. A gente conseguiu aí pra todo mundo, três, quatro dias de 'Guia VIP', então vale a pena. 

FeFala: Seu programa "Tamanho Família", que é sucesso de audiência na TV Globo, já sofreu alguma saia justa com algum convidado que se negou a participar, por estar brigado com seus familiares? Poderia falar quem?

Márcio: Não, não. A gente já teve recusa, justamente pelo convidado não ter uns parentes que querem participar, parentes muito tímidos. A gente não entra muito no mérito do porquê, né? Mas acontece da gente querer chamar alguém, a pessoa às vezes tá louca pra ir, mas diz que a mãe é muito tímida, que o irmão também é muito tímido, como tem o caso inverso, a gente convida alguém tem briga pra ver qual parente que vai, então tem de tudo. Mas eu prefiro não falar quem, porque aí fica indelicado com o meu convidado ou com o meu quase convidado. 

FeFala: Casado há mais de 19 anos com a nutricionista Andrea Santa Rosa, teve alguma fase em seu casamento que um dos dois pensou em se separar?

Márcio: Eu brinco com uma frase que eu costumo dizer que é: "Quem quer se casar tem que estar disposto a ceder", então casamento por mais que seja bom, tem sempre uma fase em que você se entende menos. A gente nunca pensou em se separar de fato, já houve discórdia. A gente, às vezes, não concorda em alguma coisa, mas pensar em separação, não, ainda mais com quatro filhos, pelo contrário, a gente aprende a superar e a ceder cada vez mais. Acho que com o tempo, essa paciência tende a aumentar. Quando tem ainda uma relação entre homem e mulher, quando tem amor e cumplicidade, eu acho que dá pra segurar a onda... quando acaba tudo isso, fica mais difícil ou quando acaba alguma dessas coisas, fica mais difícil. 

FeFala: Como concilia sua atenção em relação aos seus filhos? O Pedro já é um adolescente, os papos e programas devem ser bem diferentes do caçula João por exemplo. Vc faz programas separados? Isso gera ciúmes entre eles?

Márcio: Esse é um ponto bem delicado, porque é absolutamente impossível a gente conseguir agradar todos os filhos. Então tem programas que são para o caçula, o João, tem programas que são para os adolescentes. Os mais fáceis de fazer, de querer a mesma coisa, é o Pedro e a Nina, que um tem catorze e o outro dezesseis anos, o resto já são mais distantes, cinco anos de diferença entre os meninos, mas é muito importante também ter horas exclusivas, né? Eu costumo também brincar, dizendo que família é gerenciamento de crise, porque tem sempre discórdia, por mais que a gente dê risada e brinque, tem muita discordância das coisas. Então é muito importante -  isso é um conselho que eu dou pra todo mundo que tem mais do que um filho, saber que tem uma hora que é só de um filho, senão você sem perceber acaba dando mais atenção pra um, do que para os outros. Quando está todo mundo junto, é meio bagunçado, mas eu sempre tomo cuidado para dedicar um pouquinho de tempo para cada um deles, com exclusividade. 

FeFala: Me conta sobre seu programa "Tamanho Família"? Você se espelha em sua família para as pautas? Como sua produção idealiza as provas, seus textos? É improviso? Vc usa teleprompter?

Márcio: Então, não chega nem espelhar na minha família. É muito inerente a mim. A minha família faz parte da minha vida, então involuntariamente eu acabo levando todas as minhas experiências de casa para o palco, não há como fugir disso. As provas a gente testa junto. A gente sempre tenta encontrar provas em que a pessoa consiga jogar em casa, que a pessoa consiga participar também em casa, ajudar a escolher, a descobrir. Então essas são as provas que a gente prioriza, tirando as provas que tem mais coisa tecnológica, que aí realmente no palco o pessoal de casa só assiste. 

Eu tenho o teleprompter, recebo um texto base, aí obviamente eu coloco do meu jeito, eu boto (sic) as minhas palavras. Participo também do processo criativo desse texto, mas na hora ali acaba também que sai alguma coisa diferente do que está escrito, e às vezes totalmente diferente, obviamente devido a situação, né? E isso eu digo do texto que eu estou olhando para a câmera, sempre que eu tô interagindo não tem nada escrito não. Toda vez que eu tô conversando com as famílias ali, é tudo improviso, teleprompter são para explicar as provas, pra dar algum recado, aí eu tenho o apoio do teleprompter sim. 

FeFala: Já falhou na hora 'H'? Como foi?

Márcio: Pois é, até agora não falhei não, (risos). Ainda não! Espero que continue assim. Por enquanto eu não precisei ainda do auxílio de nenhuma pílula. 

FeFala: Com 49 anos e uma excelente boa forma, além da sua alimentação que acredito ser cuidada pela sua esposa, o que faz para manter?

Márcio: Ah é verdade. A Andréa cuida não só de mim, como de todo mundo. Então ela é meio caminho andado. Não tem aquela de querer roubar a geladeira, você pode roubar à vontade que não vai arrumar nada que te faça mal, o que é muito bom! Andréa influencia diretamente nisso. Eu treino jiu-jítsu duas, três vezes por semana, malho duas vezes por semana, então me cuido bem, enfim, me mantém em forma por conta disso. Mas eu acho que o grande segredo pra se manter bem, pra pessoa manter a jovialidade, é o bom humor e não querer enxergar pêlo em ovo. Tem pessoas que tem mania de ver que tudo é um problema. Problema, problema e às vezes é só um percalço que tem que passar, um infortúnio que você tem que superar e então não tentar encontrar problema onde não tem, às vezes tem etapas que você tem que superar, mas não fazer tempestade em copo d'água, isso também é uma boa dica.

FeFala: Pra finalizar, defina em uma palavra o que você falaria para o nosso presidente Jair Bolsonaro.

Márcio: Ah, eu acho que tem uma expressão que eu diria: "Muita calma nessa hora", mas em uma palavra é "calma", (risos). Se tivesse que falar algo para ele, falaria "Calma presidente, calma"! Porque às vezes, ele apesar de ter a habilidade de montar uma equipe, de conseguir fazer o país andar, às vezes peca por falar bobagem, por falar demais, por entrar em discussão que não precisa. 

Márcio, Andréa Santa Rosa e os filhos, Pedro, Nina, Felipe e João, em Orlando. Matt Stroshane/Walt Disney World
Márcio, Andréa Santa Rosa e os filhos, Pedro, Nina, Felipe e João, em Orlando. Matt Stroshane/Walt Disney World